Um dos melhores filmes brasileiros já realizados, Tropa de Elite 2, que está buscando indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, ganhou um trailer voltado ao mercado estadunidense. Vale reparar a forma específica como é feita essa prévia do longa de José Padilha: são exploradas cenas de ação com cortes rápidos, a música aposta em um clima de urgência e há pouquíssimos diálogos em português, o que certamente ajuda a evitar a antipatia do público norteamericano. Vamos ver se o vídeo ajuda a conquistar corações na Terra do Tio Sam e, por tabela, a estatueta dourada.
domingo, 27 de novembro de 2011
Tropa de Elite 2 - O Trailer Gringo
Um dos melhores filmes brasileiros já realizados, Tropa de Elite 2, que está buscando indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, ganhou um trailer voltado ao mercado estadunidense. Vale reparar a forma específica como é feita essa prévia do longa de José Padilha: são exploradas cenas de ação com cortes rápidos, a música aposta em um clima de urgência e há pouquíssimos diálogos em português, o que certamente ajuda a evitar a antipatia do público norteamericano. Vamos ver se o vídeo ajuda a conquistar corações na Terra do Tio Sam e, por tabela, a estatueta dourada.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Ele Não Está Tão a Fim de Você

Ele Não Está Tão a Fim de Você (He's Just Not That Into You, EUA, Alemanha, Holanda, 2009). Direção de Ken Kwapis. Com Ginnifer Goodwin, Justin Long, Bradley Cooper, Jennifer Connelly, Scarlett Johansson, Jennifer Aniston, Ben Affleck, Kevin Connolly, Drew Barrymore, Kris Kristofferson.
Renato Cordeiro
Com tantas celebridades reunidas, é difícil que uma produção passe despercebida, o que não significa que, posteriormente, um filme não possa, aos poucos, ser relegado a um merecido esquecimento. Há dois problemas básicos que impedem que Ele Não Está Tão a Fim de Você seja algo além de um passatempo medíocre. O primeiro é comum em longas cuja trama costura diferentes linhas narrativas. O outro é um mau hábito típico das comédias românticas.
O filme tem basicamente quatro tramas paralelas protagonizadas por mulheres que oscilam entre a insegurança e o extremo desequilíbrio emocional. A história principal, que justifica o título do longa, é a mais interessante. Interpretada por Ginnifer Goodwin, Gigi é uma romântica incurável que passa a mudar de comportamento quando descobre a brilhante tese de que, se um homem não demonstra interesse por uma garota, é porque, de fato, não está tão interessado nela. A descoberta vem de um solteirão vivido pelo ótimo Justin Long, que conhece todas as artimanhas usadas para se afastar de uma mulher e ajuda Gigi a ler os sinais, rendendo algumas passagens divertidas.
Ele Não Está Tão a Fim de Você segue a linha de obras como Simplesmente Amor, mas não se dá tão bem ao lidar com todas as tramas paralelas. A história do casal em crise vivido por Jennifer Aniston e Ben Affleck é apenas correta, enquanto aquela protagonizada pela produtora do longa, Drew Barrymore, é quase inexistente. Por fim, o triângulo amoroso dos personagens de Bradley Cooper, Jennifer Connelly e Scarlett Johansson parece funcionar apenas para explorar a beleza e sensualidade desta última.
Por fim, como em boa parte das comédias românticas, também aqui teremos mudanças de postura e epifanias nos minutos finais do longa. Enquanto algumas acontecem de forma até aceitável, existe uma em específico que, particularmente forçada, destroi as características que tornavam um dos personagens tão interessante, pouco oferecendo em troca algo mais do que uma adequação comportamental que revela um certo caretismo.
Nota: 5,0 (de dez)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
A Sala Walter da Silveira, em Salvador, recebe, de hoje até o dia 30, a 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. A programação, que passa pelas 26 capitais estaduais e Brasília, reúne obras da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, além do Brasil. A curadoria é de Francisco Cesar Filho.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
John Ford: Os Primeiros Anos

A sala Alexandre Robatto exibe até sexta-feira, dia 25, alguns dos primeiros longas de um dos mais cultuados diretores da história do cinema, John Ford. A mostra John Ford: Os Primeiros Anos reúne filmes como O Delator, Rio Acima e A Mocidade de Lincoln.
Mais informações aqui.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Os Queridinhos da América
Os Queridinhos da América (America's Sweethearts, EUA, 2001). Direção de Joe Roth. Com Julia Roberts, John Cusack, Billy Crystal, Catherine Zeta-Jones, Hank Azaria, Stanley Tucci, Christopher Walken, Alan Arkin, Seth Green, Scot Zeller, Larry King, Steve Pink, Rainn Wilson, Eric Balfour, Marty Belafsky.
Renato Cordeiro
Sacanear Hollywood é fácil e faz bem. O cinemão pode divertir e eventualmente provocar uma reflexão, mas boa parte do tempo o que se vê são filmes caçaníqueis estrelados por atores em encenação full time, fazendo o ofício servir ao discurso publicitário, vendendo o peixe estragado das mais desprezíveis produções em making offs manjados e entrevistas idem. O terreno é fértil para paródias e é o que faz Os Queridinhos da América, que peca por tornar-se aquilo que critica. É uma produção sem graça que se apóia nas estrelas anunciadas no pôster para vender um produto de qualidade inferior.
O trabalho passa longe dos resultados obtidos por Trovão Tropical, recheado de boas piadas sobre a indústria cinematográfica, e Um Lugar Chamado Notting Hill, que apresenta personagens interessantes e bons diálogos. A metalinguagem deste último, também protagonizado por Julia Roberts, teve mais sucesso na cena em que Hugh Grant se passa por repórter e entrevista o elenco de um blockbuster estrelado pela atriz. Nenhuma cena de Os Queridinhos da América, cujo roteiro é coescrito por Billy Crystal, consegue algo parecido, e em vez disso, costura gags e falas pouco inspiradas protagonizadas por personagens que oscilam entre a caricatura e a pieguice.
O astro vivido por John Cusack é um dos que mais padecem, sendo resumidamente um idiota neurótico e mal amado depois que a esposa, a estrela interpretada por Catherine Zeta-Jones, resolve trocá-lo por um amante latino. A atriz é retratada como uma típica mulher fútil afeita à vida de celebridade, ainda que, insegura, infernize a vida da irmã e assessora pessoal, vivida por Julia Roberts, secretamente apaixonada pelo agora ex-cunhado. Crystal completa o elenco como o produtor que vai usar de todos os meios para promover o novo blockbuster do casal, mesmo depois de ter se separado. Crystal vive um dos piores momentos do longametragem, em uma insólita cena na qual contracena com um cão.
Mantenha distância d'Os Queridinhos da América. Mesmo quem é fã de comédias românticas tem coisa melhor pra fazer do que buscar diversão neste filme esquemático do inexpressivo Joe Roth. O humor é infantil e o romance, batido. É uma pena, considerando o elenco estrelado e o plot que é até interessante.
Nota: 4,0 (de dez)
O trabalho passa longe dos resultados obtidos por Trovão Tropical, recheado de boas piadas sobre a indústria cinematográfica, e Um Lugar Chamado Notting Hill, que apresenta personagens interessantes e bons diálogos. A metalinguagem deste último, também protagonizado por Julia Roberts, teve mais sucesso na cena em que Hugh Grant se passa por repórter e entrevista o elenco de um blockbuster estrelado pela atriz. Nenhuma cena de Os Queridinhos da América, cujo roteiro é coescrito por Billy Crystal, consegue algo parecido, e em vez disso, costura gags e falas pouco inspiradas protagonizadas por personagens que oscilam entre a caricatura e a pieguice.
O astro vivido por John Cusack é um dos que mais padecem, sendo resumidamente um idiota neurótico e mal amado depois que a esposa, a estrela interpretada por Catherine Zeta-Jones, resolve trocá-lo por um amante latino. A atriz é retratada como uma típica mulher fútil afeita à vida de celebridade, ainda que, insegura, infernize a vida da irmã e assessora pessoal, vivida por Julia Roberts, secretamente apaixonada pelo agora ex-cunhado. Crystal completa o elenco como o produtor que vai usar de todos os meios para promover o novo blockbuster do casal, mesmo depois de ter se separado. Crystal vive um dos piores momentos do longametragem, em uma insólita cena na qual contracena com um cão.
Mantenha distância d'Os Queridinhos da América. Mesmo quem é fã de comédias românticas tem coisa melhor pra fazer do que buscar diversão neste filme esquemático do inexpressivo Joe Roth. O humor é infantil e o romance, batido. É uma pena, considerando o elenco estrelado e o plot que é até interessante.
Nota: 4,0 (de dez)
domingo, 20 de novembro de 2011
O Capítulo Proibido de Amanhecer
Tempos atrás, o livro Amanhecer frustrou os fãs que aguardavam ansiosamente pela tão esperada noite de amor entre Bella e Edward, casal protagonista da série Crepúsculo. Não demorou para ganhar fama na internet um suposto capítulo extra que teria sido censurado pela própria autora, Stephenie Meyer. O texto intercala e revela as sensações do vampiro e sua protegida humana, fornecendo detalhes da intimidade do par. Anos depois, muitos ainda reclamam para si a autoria do texto.
Na verdade, tudo não passou de um devaneio em forma de fan-fic concebido por uma perturbada mente baiana, Bete Bee. Ela diz que escreveu o texto só para amenizar o desgosto em não ver a noite de amor de Bella e Edward devidamente trabalhada pelo livro, mas fontes fidedignas apontam que Bee é mesmo uma crepusculete.
Com a estréia de Amanhecer - Parte 1, parece apropriado comparar o que o filme traz e o que você pode ler aqui.
Na verdade, tudo não passou de um devaneio em forma de fan-fic concebido por uma perturbada mente baiana, Bete Bee. Ela diz que escreveu o texto só para amenizar o desgosto em não ver a noite de amor de Bella e Edward devidamente trabalhada pelo livro, mas fontes fidedignas apontam que Bee é mesmo uma crepusculete.
Com a estréia de Amanhecer - Parte 1, parece apropriado comparar o que o filme traz e o que você pode ler aqui.
sábado, 19 de novembro de 2011
Norris Vs Seagal
Essa é para os marmanjos que adoram filmes de ação. O Mundo Canibal, o mesmo dos infames Avaiana de Pau e Le Partoba, resolveu atender ao sonho dos amantes da pancadaria e antecipou como seria uma luta envolvendo dois ícones do gênero: Steven Seagal e Chuck Norris.
Dica de Galdir Reges.
Dica de Galdir Reges.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Super Produção Sem Verba
Bem na linha da brincadeira que imagina títulos baianos para produções hollywoodianas, o Pablo Villaça, do Diário de Bordo, resolveu propor um exercício imaginativo aos cinéfilos: como seria se as restrições orçamentárias fossem evidenciadas logo no nome da produção? Foi assim que surgiram longas como Se Meu Fusca Funcionasse e Arthur, o Proletário Pegador. E o resto você confere aqui.
Dica de Bete Bee.
Dica de Bete Bee.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Braveheart Soundtrack

Renato Cordeiro
Sem dúvida a bela trilha de James Horner, indicada para o Oscar em 1995, é um dos trunfos de Coração Valente, épico dirigido por Mel Gibson. À época do lançamento nos cinemas, cartazes do longametragem de quase três horas apresentados nos jornais de Salvador traziam uma legenda com uma frase mais ou menos assim: Os Homens Vão Adorar. As Mulheres Vão Suspirar. Os dizeres, ainda que ingênuos, sinalizam o feito conseguido pelo trabalho que traz uma versão romanceada da vida do líder escocês William Wallace, lendário ícone da resistência contra a dominação inglesa.
O filme consegue agradar a uma grande variedade de públicos, dosando aventura, violência, romance e drama. E se é verdade que a trama faz isso abrindo mão da fidelidade histórica, o score de Horner também não é tão próprio da cultura escocesa. A gaita de fole, por exemplo, instrumento chave na maior parte das músicas, é ouvida, nas verdade, atráves de um modelo irlandês. Não que isso tenha tornado as trilhas menos bonitas.
Horner preparou basicamente quatro motivos principais para as dezoito faixas do CD. Um deles, que responde pelo tema principal, dá conta da dimensão lendária do rebelde, com uma poderosa gaita de fole que se une aos violinos. O motivo será retomado nos momentos de maior triunfo ou expectativa em torno das grandes batalhas que serão lideradas por Wallace, a exemplo de Making Plans Gathering The Clans. O mesmo motivo ainda é incorporado à bela Sons of Scotland, que marca a chegada do personagem e seus comandados na Batalha de Stirling. A música investe em sopros discretos para acompanhar o discurso motivacional de William Wallace aos escoceses, um daqueles momentos em que os marmanjos na sala de cinema se sentem tomados de um desejo incontrolável de também resolver os problemas à base das machadadas.
No plano das músicas mais ternas, aparece logo aos primeiros minutos do filme Gift Of a Thistle, mais um tema que tem em primeiro plano uma gaita de fole. A música pode ser ouvida nos primeiros minutos do épico, quando Wallace, ainda menino, durante o funeral do pai, recebe uma flor da garota que, anos mais tarde, será sua esposa. O trecho volta a aparecer em várias passagens dedicadas à personagem Murron, incluindo uma versão em flauta no tema The Secret Wedding, que também desenvolve outro motivo usando o mesmo intrumento.
Os temas de Coração Valente são interpretados pela London Symphony Orchestra. Abaixo, uma das melhores cenas, o discurso motivacional bem à moda do Tio Sam.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Mandando Bala
Mandando Bala (Shoot 'Em Up, EUA, 2007). Direção de Michael Davis. COm Clive Owen, Monica Bellucci, Greg Bryk, Paul Giamatti, Chris Jericho, Stephen McHattie, Jane McLean, Daniel Pilon, Ramona Pringle.
Renato Cordeiro
"Cuiuda", no baianês, é um termo usado para criticar uma cena que manda pro espaço alguma regrinha científica. Alguns exemplos são a extensa produção de uma vacina a partir do sangue de um único macaco em Epidemia e os ruídos em pleno vácuo que escutamos em Guerra nas Estrelas. Mas apontar uma cuiuda em um filme, às vezes, é fazer uma cobrança indevida. A cuiuda pode ser parte do espetáculo. É o caso de Mandando Bala, um filme da ação que usa o exagero para fazer chacota de si mesmo.
A história é muito simples: um tal Sr. Smith (Clive Owen) salva um bebê recém-nascido e passa a fugir com ela de assassinos contratados por um homem (Paul Giamatti) disposto a tudo para matá-los. Para ajudar a cuidar da criança, seu mau-humorado benfeitor contará com a ajuda de uma prostituta lactante (Monica Belucci). Tudo o mais que há no roteiro é um monte de desculpas para cenas surreais vividas por personagens caricatos, mas muito funcionais. Giamatti está ótimo como vilão histérico e Owen faz aquele mesmo anti-herói indiferente que o consagrou, anós atrás, com a série de curtas-metragens da BMW.
Mas é na criatividade das cenas de ação que reside o grande mérito de Mandando Bala, que vai além da paródia, sendo também uma obra propositiva, orquestrando seqüências inusitadas, tensas e irreverentes. Torna-se um contraponto para os filmes que procuram se vender meramente pelo número de tiroteios e explosões - e que teve como último exemplar o sofrível Duro de Matar 4.0.
Nota: 7,0 (de dez)
(escrita em 10 de novembro de 2007)
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